9.12.2006

Psycho: Ao ar livre numa noite de vento frio e Lua Cheia


Psycho de Alfred Hitchcock passou no passado Sábado na Cinemateca na sessão da Esplanada. O ambiente era o ideal para se assistir a um clássico de terror: Lua Cheia e um ventinho frio a exponenciar os arrepios ( e a ondular a tela ocasionalmente). Já o vira várias vezes mas não deixo de sentir o tapete a fugir debaixo dos pés quando Hitchcock faz morrer, ao fim de 30 minutos, a personagem com a qual nos identificaramos desde o início. Nem deixo de olhar sobre o ombro ao entrar para o duche no dia seguinte.
Não sendo o melhor filme de Hitchcock (julgo que Notorious de 1946, Under Capricorn de 1949, Vertigo de 1958, North By NorthWest de 1959 ou The Birds de 1963 lhe são superiores), nem o mais pertubador (é-o menos do que os Os Pássaros/The Birds ou mesmo do que Frenzy de 1972), Psycho não deixa de ser marcante enquanto obra de arte e enquanto fonte de iconografia popular: estão lá o genérico de Saul Bass, a música de Bernard Herrmnan, o "Bates Motel" e mais a casa da "Mãe", para além da infâme cena do duche.

A titulo de curiosidade, fica um clip com a cena do duche de Psycho em 2 versões: com e sem a música de Bernard Herrman. Com música é mais assustadora, sem música é mais angustiante ( os gemidos, as facadas, a água, os passos são mais presentes e os silêncios fazem com que pareça mais longa).